Columbina é um gênero de aves da família Columbidae, mesma subfamília dos típicos pombos. No Brasil, as espécies do gênero Columbina recebem o nome popular de rolinha.
Ocorrem em todo o Brasil e se tornaram algumas das principais aves encontradas em áreas urbanas. Distinguem-se dos pombos verdadeiros não só pelo porte bem menor mas também pelos pés grandes e tarsos mais compridos. Adaptáveis às mais diversas condições, as rolinhas povoam brejos, campos abertos, áreas de lavouras, caatingas e cerrados.
Uma plumagem marrom-clara, com diferentes detalhes, predomina nas espécies do gênero, que apresentam alto índice de reprodução - algumas procriam durante o ano todo, com períodos de incubação de 12 a 13 dias em média.
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A rolinha-do-planalto é uma pequena pomba com cerca de 17 centímetros de comprimento e cor predominantemente castanha. Tem a coroa, o pescoço, o peito, o uropígio e asas, de cor castanha-avermelhada metalizada. Cobertura e partes inferiores de cor castanha pálida, pescoço esbranquiçado. Possui uma manha azul escura nas asas, as penas primárias são de cor castanha escura e a cauda preta. Os olhos são azuis, o bico preto com a base verde. As cores da fêmea são mais claras, principalmente as das partes inferiores. As crias apresentam manchas amareladas nas asas. Espécie afim: rolinha-roxa(Columbina talpacoti).
Aparentemente habita campos sujos, campos cerrados e cerrados. Também são observadas nos campos de arroz depois de serem ceifados. Aparecem isoladas ou aos pares.
É uma ave endêmica do Brasil. É conhecida por ter muito poucos registros sobre uma larga extensão no interior do Brasil. Há uma pequena população na Serra das Araras, Mato Grosso, mas os únicos outros recentes registros são de perto de Cuiabá (também no Mato Grosso) nos anos 1980, e um individual em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em 1992. Registros históricos são também escassos, com cinco espécimes coletados no Mato Grosso em 1823-1825, dois de Goiás em 1940-1941, e um de São Paulo em 1904.
A rolinha-de-asa-canela é praticamente uma miniatura da rolinha-roxa, sendo que o macho não possui o forte marrom avermelhado. Ele é pardo escuro, com cabeça cinza azulada e leve tom avermelhado no peito. A fêmea com cores mais apagadas. Nas asas, as bolas negras são maiores e em menor número que a rolinha-roxa. Sob excelente condições de luz, nota-se que há uma iridescência azulada nessas marcas das asas. Sob a asa, as penas são acaneladas, uma característica notável em vôo, em ótimas condições de iluminação.
Vivem em casais a maior parte do tempo. Ocasionalmente, podem ser encontradas em pequenos grupos de até uma dúzia de indivíduos.
Ocorre nas cinco regiões brasileiras, com exceção dos estados do Acre, Rondônia e Santa Catarina.
A rolinha-cinzenta ocorre na região Norte, nos estados do Amapá e do Pará; na região Nordeste, nos estados de Alagoas, da Bahia, do Ceará, do Maranhão, da Paraíba, de Pernambuco, do Piauí e do Rio Grande do Norte; na região Centro-Oeste, nos estados de Mato Grosso, de Tocantins e no Distrito Federal.
No nordeste, a rolinha-picuí apresenta a plumagem toda branca, vindo daí um dos nomes comuns. No Pantanal, domina um tom pardo-amarronzado. Na asa, a listra escura (iridescente, sob ótimas condições de luz) é característica. Ao voar, destaca-se a grande área branca da asa e outra área branca na cauda. Ao levantar vôo, tais áreas brancas podem confundi-la com a Fogo-apagou. Íris arroxeada, com uma fina listra escura até o bico.
A característica mais marcante do fogo-apagou é o padrão escamoso de suas penas que ajuda na sua camuflagem. A cor de base é o bege. Quando em vôo é possível ver uma faixa branca na base da asa que seguida pela faixa branca da lateral da cauda. Mede cerca de 19 cm.
A fogo-apagou é uma rolinha de hábitos geralmente discretos, que anda em casais ou pequenos grupos pelas bordas de matas, cerradões, pomares, parques e outros tipos de vegetação, excluindo-se os muito abertos ou muito fechados. Seu silêncio só é quebrado pela vocalização, que a ave só emite empoleirada em locais bem escondidos, e pelo ruído produzido pelas asas quando a ave alça vôo, lembrando um gemido. No Sudeste é tida como espécie arisca, sendo muito mais ouvida do que vista em cidades como Campinas ou Ribeirão Preto, mas é curioso notar que em Brasília ou Goiânia a fogo apagou aproxima-se muito mais das pessoas, ciscando nas calçadas da mesma forma que a rolinha-roxa. Ornitólogos e observadores de aves do estado de São Paulo vêm relatando um certo declínio nas populações desta espécie. Muitos atribuem este declínio à competição com a pomba-de-bando (Zenaida auriculata), que vem aumentando sua distribuição e abundância.
Presente nas regiões Nordeste, Centro-oeste e nos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Encontrado também da Guiana Francesa e Venezuela ao Paraguai e Argentina.
O macho da rolinha-roxa, possui as penas marrom avermelhadas, cor dominante no corpo do adulto, em contraste com a cabeça, cinza azulada. A fêmea é toda parda. Nos dois sexos, sobre a asa uma série de pontos negros nas penas. O filhote sai com traços da plumagem de cada sexo.
Adapta-se aos ambientes artificiais criados pela ação humana. Vive em áreas abertas; o desmatamento facilitou sua expansão, em especial nas áreas formadas para pasto ou agricultura de grãos. Entrou nas grandes cidades das regiões sudeste e centro-oeste do Brasil; facilmente encontrada no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Muito agressivas entre si, embora possam formar grupos, disputam alimentos e defendem territórios usando uma das asas para dar forte pancadas no oponente. Os machos são mais belicosos. Nas disputas ou quando tomam sol, deitadas de lado no chão e com a asa esticada para cima, mostram a grande área de penas negras sob a asa.
Observadores de pássaros do centro-sul de nosso país vêm observando uma “substituição” desta espécie por outra pombinha, a Zenaida auriculata, também conhecida como pomba-de-bando, amargosinha ou avoante. Esta última espécie vem conquistando o ambiente urbano cada vez mais efetivamente e está aparentemente competindo com a rolinha-roxa, que já é menos freqüente que a pomba-de-bando na maioria das cidades do interior de São Paulo. Seja como for, esta espécie simpática e até mesmo ingênua está longe de desaparecer dos quintais de nossas casas e das praças e jardins de nossas cidades, mesmo que estes estejam em grandes prédios.
Ocorre em todo o Brasil, mas é ausente das áreas densamente florestadas da Amazônia.